Vitória dos Movimentos Sociais contra a criminalização!

Na noite do dia 10 de Fevereiro de 2010, a aflição dos companheiros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST teve, pelo menos por hora, fim. Os sete militantes que foram presos nas cidades de Iaras e Borebi, no interior de São Paulo, foram soltos e agora respondem ao processo em liberdade.

Os militantes sem terra foram presos em um ato arbitrário, irregular, sem respeitar os direitos básicos dos acusados. A justiça brasileira mais uma vez cumpria o degradante papel de cão de guarda dos interesses da burguesia, ao seguir cegamente as ordens imputadas pela multinacional Cutrale, exportadora de suco de laranja, que ocupa de maneira irregular terras do estado destinadas a reforma agrária.

A libertação dos presos políticos do MST só foi possível graças a mobilização e solidariedade dos mais diversos setores da esquerda brasileira, envolvendo partidos políticos, setores da igreja e movimentos sociais. Foi no ato político na noite de 10 de Fevereiro, quarta feira última, que o dirigente nacional do MST Gilmar Mauro, anunciou a vitória dos trabalhadores frente a repressão contínua que sofrem os que lutam.

O Ato Político foi convocado pela comitê Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais, e contou com a presença de centenas de militantes, reunidos na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco. Além de Gilmar Mauro, o Presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA, Plínio de Arruda Sampaio compôs a mesa e ressaltou a importância de continuar a mobilização em torno dos conflitos em Iaras, dizendo que a verdadeira vitória será a desapropriação das terras ocupadas pela Cutrale e sua destinação à reforma agrária.

Diversos parlamentares dos partidos de esquerda, movimentos sociais e entidades estudantis, entre elas a FEAB, marcaram presença registraram seu apoio à luta do MST. Foi lançada também a campanha “Lutar não é crime – Contra a criminalização dos movimentos sociais”.

Contra a criminalização dos movimentos sociais e do povo pobre!
Pela desapropriação das terras ocupadas irregularmente pela Cutrale!

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