Florianópolis: céu nublado, clima quente

Quase todas as grandes cidades do país vivem a tragédia do transporte público. Má qualidade no serviço, exploração dos trabalhadores do transporte, demissões, discriminação do usuário e aumento de tarifa são alguns dos problemas que um usuário do sistema de transporte público é obrigado a tolerar.

Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, não foge da regra. Nas últimas semanas as ruas do centro da cidade foram tomadas por estudantes e trabalhadores se manifestando contra o recente aumento da tarifa para 2,95 reais, que configura o município como detentor do recorde de preço mais alto cobrado pela passagem de ônibus.

A Frente de Luta Pelo Transporte Público (http://www.fltcfloripa.libertar.org/) exige a revogação imediata do aumento e revindica um transporte público de qualidade. Por um outro lado, o minstério público estadual, em nome dos grandes grupos econômicos empresariais que dominam o transporte florianopolitano, autorizou a polícia militar a fazer “o que for preciso” para abafar, reprimir e conter a manifestação popular.

Reflexo disso são a violência sistemática contra jovens, estudantes, mulheres e trabalhadores que ousam se pronunciar e são covardemente atacados pelo aparelho repressor da polícia militar de Santa Catarina. Na última quinta-feira, dia 27 de Maio, não foi diferente. Uma passeata com mais de 1000 pessoas, a maioria estudantes, correu, gritou, apanhou e 9 pessoas foram presas, entre elas 5 menores de idade.

Ainda assim o movimento promete “Resistir até cair” (o aumento) e a insatisfação e mobilização popular tende a crescer. Algumas análises apontam para um grande levante popular na cidade, como no ano de 2005 onde 20 mil pessoas tomaram a ponte Hercílio Luz, que liga a Ilha de Florianópolis ao continente, obtendo diversas conquistas, todas perdidas quando  Dario Berger (PMDB) assumiu a prefeitura.

A FEAB reunida na cidade para a organização do Encontro Regional dos Estudantes de Agronomia (EREA), participou do ato. A militância da FEAB-UFSC que acompanha as mobilizações desde o início se soma a diversos outros coletivos do movimento estudantil de agronomia, em diferentes cidades do país, que se colocam a favor de um outro sistema de transporte público.

A manifestação foi uma das atividades preparatórias para o EREA que ocorre entre os dias 03 e 06 de Junho. Ainda no dia 27 foi realizada uma noite cultural para arrecadar fundos para o EIV Santa Catarina e no Sábado dia 29 ocorreu uma discussão sobre Agroecologia e Marxismo no Centro de Ciências Agrárias da UFSC com a participação dos Professores Luiz Carlos Pinheiro Machado e Clarilton Ribas.

Seguiremos em Luta!

Coordanação Nacional da FEAB e comissão organizadora do V EREA – SUL


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