Dia 25 de Novembro é dia de Luta: Basta de Violência Contras as Mulheres!

Está chegando o 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres. Esta é uma data de mobilizações, lutas e denúncias à violência física e sexista, que precisa ganhar corpo e visibilidade para darmos um basta às opressões de gênero. Entendemos que lutar contra as desigualdades sociais e pela libertação do nosso povo, é lutar contra um sistema machista, racista e explorador. Dessa forma, a militância da FEAB tem também um importante papel na luta diária pela emancipação das mulheres, seja dialogando com a juventude nas universidades como também com o povo do campo e da cidade. Por isto, essa data de luta contra violência de gênero não deve passar em branco!

Porque 25 de Novembro?

A data ganhou destaque em homenagem às Irmãs Mirabal, que sofreram um brutal assassinato em 25 de novembro de 1960 após perseguições políticas, durante a ditadura de Rafael Leónidas Trujillo na Republica Dominicana. As bravas irmãs Minerva, Pátria e Maria Tereza, conhecidas como “As Mariposas” (ou “as borboletas”) pelo nome secreto que utilizavam nas atividades clandestinas, lutaram com protagonismo pela liberdade política do país em um período que o papel da mulher era grande submissão e exclusão.

O filme “No Tempo das borboletas” (“In the Time of the Butterflies” / “En el tiempo de las mariposas”), do diretor Mariano Barroso, conta como foi a luta Irmãs Mirabal e é uma boa sugestão para espaços de formação e para quem quer conhecer a história do 25 de Novembro.

O Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres é um dia de relembrar dessa história de luta como também a de muitas outras mulheres, que em todo mundo foram lutadoras que desafiaram o sistema opressor pela sua libertação e a de seu povo; é dia de lembrar que ainda hoje mulheres são diariamente violentadas e agredidas, vítimas deste mesmo sistema.

Violência em Números: dados atuais

Entre 1980 e 2010 foram assassinadas no Brasil mais de 92 mil mulheres, sendo que 43,7 mil somente na década de 2010. O número de mortes nesse período passou de 1.353 para 4.465, aumentando em 230% o número de mulheres vítimas de assassinato no país.

Quando se trata de violência contra as mulheres, o uso da arma de fogo é bastante reduzido comparado aos homicídios masculinos, porém o número de homicídios com outros meios como objetos cortantes penetrantes e sufocação é mais expressivo nos homicídios femininos, o que indica maior ocorrência de violência passional.

Nas capitais dos estados, os níveis são ainda mais elevados. Se a taxa média dos estados no ano de 2010 foi de 4,4 homicídios cada 100 mil mulheres, a taxa das capitais foi de 5,1. Destacam-se aqui, pelas elevadas taxas, Vitória, João Pessoa, Maceió e Curitiba, com níveis acima dos 10 homicídios em 100 mil mulheres. O Brasil ocupa a sétima posição no contexto dos 84 países do mundo com dados homogêneos da OMS compreendidos entre 2006 e 2010.

Porém, falar em dados da violência física contra a mulher deve vir acompanhado de outras reflexões: a constituição da violação aos direitos humanos. Esta violência caracteriza-se como qualquer ação ou conduta que, além de morte e danos físicos, cause danos sexuais, morais, econômicos e psicológicos, baseada no gênero. É direito humano e direto da mulher ter sua integridade física, mental e moral respeitada, a liberdade de seu corpo, o direito à igualdade no trabalho, bens, serviços, e à proteção da lei e da justiça, tanto no âmbito público quanto no privado.

Todos os tipos de violência contra a mulher precisam ser combatidos diariamente pra que deixem de ser habituais e naturais, fatores que sustentam uma sociedade machista e patriarcal ao colocar o papel da mulher subordinado. É preciso lutar pela efetivação das leis que assegurem a interidade da mulher.

Cartilha “Basta de Violência Contra as Mulheres” (Via Campesina): https://feab.wordpress.com/2012/11/18/via-campesina-lanca-cartilha-da-campanha-basta-de-violencia-contra-mulheres/

Jornada de Luta

Está completando 21 anos que é realizada a “Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”, que acontece de 25 de novembro a 10 de dezembro. No Brasil, esta jornada de luta ganhou corpo começando no dia 20 de novembro, que é o Dia da Consciência Negra e se encerrando em 10 de dezembro, que é o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Estas jornadas são um período importante para as organizações e entidades realizarem mobilizações e formações sobre a questão de gênero, destacando também a questão racial e relacionando-as com os direitos humanos.

Na rede temos blogs que realizam jornadas de blogagens e informações durante estas datas, que valem apena conferir e participar. Seguem os links:

Blogagem Coletiva – Mulher Negra

http://blogagemcoletivamulhernegra.wordpress.com/an2012/

16 dias Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres – Blogueiras Feministas

http://blogueirasfeministas.com/tag/16-dias/

 Atividades e Lutas

O enfrentamento da violência contra as mulheres não é uma tarefa simples, precisamos ainda nos aprofundar no debate que, apesar de estar cotidianamente próximo da nossa realidade, nos exige acúmulo para propor mecanismos de combate. Desde o ano passado a FEAB deu um importante passo na discussão do aborto e este ano na inclusão do debate da Mulher Negra e da Violência de Gênero. Temos como proposta potencializar nossas ferramentas de organização das mulheres e o debate de gênero dentro da Federação neste próximo período, com nosso Curso de Formação Feminista que vem pela frente e trabalhando a Campanha da Via Campesina “Basta de Violência Contra as Mulheres” nas escolas. Na última Plenária de Superintendências, quando a campanha foi apresentada, a entendemos como uma importante ferramenta de organização das mulheres na pauta feminista dentro da Federação e no trabalho de base, agregando mulheres através de um elemento tão presente em nossas vidas.

A partir disso, orientamos às escolas e toda companheirada a trabalhar esta data em ciclos de formação, atividades e movimentações que deem visibilidade à Luta contra violência de gênero. É interessante que trabalhemos com os materiais que a Via Campesina lançou, como a cartilha, e também com dados e elementos que evidenciem que esta violência é algo presente e decorrente. Lambe-lambes, panfletos, ações, mesas de debate, filmes e textos são sugestões de como trabalhar. Enfim, momentos místicos e criativos que convidem a estudantada para o debate ou até mesmo que, partindo da realidade das escolas e coletivos de mulheres, o convite se estenda para fora das Universidades.

Temos ainda duas semanas pela frente para nos mobilizarmos! Vamos lá, galera! E compartilhemos nossas experiências após nossas atividades, mandando fotos, textos ou vídeos pro e-mail da CN para disponibilizarmos no blog e no facebook da FEAB, servindo também de incentivo pr@s companheir@s!

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SEM FEMINISMO NÃO HÁ SOCIALISMO!

E AS MULHERES DA FEAB SÃO?
DE LUTA!

CoordenaçãoNacional – FEAB
NTP de Juventude,  Cultura, Valores, Raça e Etnia

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