Tiro ao alvo em estudantes!

Ação da PM deixa mais de dez feridos em universidade no Mato Grosso

 
 

Seis estudantes acabaram detidos após ação da PM, que reprimiu uma manifestação contra o despejo de 50 alunos de moradia estudantil

 

07/03/2013

 

da Redação

 

Mais de dez estudantes da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) ficaram gravemente feridos após confronto com policiais militares. A ação da PM, que disparou tiros de balas de borracha a queima roupa contra os estudantes, era para impedir uma manifestação contra o despejo de 50 alunos das Casas do Estudante Universitário (CEU). A violência ocorreu nesta quarta-feira (6).

Segundo relato dos estudantes, os policiais agiram a mando da reitoria e levaram ainda seis alunos presos. Quando foram prestar depoimento na Delegacia de Cuiabá, os advogados Ioni Ferreira Castro e Marco Antônio, da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), também acabaram detidos sob a acusação de desacato a autoridade.

     
     

A aluna Bruna Matos terá que passar por cirurgia após ser atingida

na mão por bala de borracha. Foto: Arquivo pessoal

O aluno Caiobi Kuhn foi o que teve ferimentos mais graves. Ao todo, 14 disparos de balas de borracha a queima roupa atingiram seu corpo. Já a aluna Bruna Matos, que foi baleada na mão, terá que fazer cirurgia devido à fratura. Os seis alunos detidos, após prestarem depoimento, foram liberados.

Para tentar justificar a ação, uma sargento da Polícia Militar, identificada como Márcia Motta, disse em sua rede social que “esses estudantes são um bando de maconheiros que só querem chamar a atenção”.

Em nota, a PM disse que esteve no local e iniciou conversações com os manifestantes para a desocupação e desbloqueio da via. Acrescentou ainda que os manifestantes presentes já haviam concordado em liberar a via, quando um novo grupo de pessoas chegou ao local e manteve o bloqueio, com atitudes e ações agressivas contra a guarnição da PM.

A reitoria da UFMT repudiou o ocorrido. Em nota, esclareceu que entrou em contato com o governador Sinval Barbosa para solicitar rigor nas apurações. Barbosa, por sua vez, disse que já pediu investigação do caso ao comandante-geral da PM Nerci Adriano Dinarde.O número de estudantes, de acordo com a reitoria da UFMT, saltou, nos últimos quatro anos, de 7% para 50% em todos os seus programas.

Conforme nota, a administração se organiza para ampliar o número de vagas de moradia em Cuiabá e nos campus do interior, com uma proposta para o Ministério da Educação (MEC) de construção de novas casas para 2014.

Veja o vídeo da repressão da PM na Universidade Federal de Mato Grosso

FONTE: http://www.brasildefato.com.br/node/12228

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