Nota da FEAB sobre a conjuntura

Os últimos dias foram marcados pela ampliação da ofensiva conservadora sobre os trabalhadores brasileiros. Esta ofensiva, que articula a ação do capital financeiro, do judiciário e da burocracia de Estado e a grande mídia, ferem todos os movimentos populares, que se materializam principalmente em figuras como Lula, MST e CUT.  Pretendem, acima de tudo, impedir de qualquer maneira, inclusive através de um golpe de Estado, a candidatura de Lula à Presidência da República em 2018. A burguesia, que quer acabar com o legado de recentes conquistas do povo, age para cassar o PT, interditar Lula e impedir o Governo da presidenta Dilma.

O período que vivemos, de judicialização da política e de politização de setores do judiciário, deixa claro que o objetivo não é, de maneira alguma, acabar com a corrupção e ou com a impunidade, e sim liquidar a esquerda politicamente. Cenas como essas já aconteceram em momentos muito semelhantes em nossa história, com os presidentes Getúlio Vargas e João Goulart. Não podemos fraquejar ou tomar decisões precipitadas em um momento histórico como esse.

Devemos pautar nas ruas não apenas a democracia, mas também uma guinada à esquerda por parte do poder executivo. É o mínimo que nos cabe. Temos que cobrar o fim imediato desse ajuste fiscal conservador, não queremos reforma de previdência, queremos taxação de grandes fortunas e heranças, queremos reforma agrária e urbana, queremos um novo ajuste no imposto sobre a renda, de forma progressiva. Queremos um país com industrialização, para o desenvolvimento das forças produtivas.

A política econômica adotada no último período fere profundamente a classe trabalhadora do país, e não menos, a educação brasileira, com cortes insanos, deixando muito a desejar, principalmente na assistência estudantil e na ampliação de vagas, com ensino 100% público, laico, gratuito e de qualidade.

Esse massacre midiático e por parte do judiciário, visa frear qualquer avanço em reformas estruturais e programas sociais conquistados a duras penas pela classe trabalhadora. Não estamos numa situação de conforto, esse período é único e estratégico para esquerda brasileira, a Feab mantém posição firme, e a cada dia estamos mais convictos disso, e por isso convocamos a todos para a luta, junto com as demais entidades que fazem parte e constrõem a Frente Brasil Popular-FBP. Temos para um período próximo um intenso calendário de lutas e manifestações, a hora é agora!

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