NOTA DE APOIO AS/AOS ESTUDANTES DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS EM GREVE

No último mês de abril de 2018, estudantes de várias Universidades Federais entraram em greve na luta pela universidade pública e de qualidade, entre elas a UNIFESP Santos, UFSCar, UnB e UFMT. Em todo país a educação vem enfrentando o processo de precarização, reflexo da aprovação da PEC 55 de 2016, a PEC do teto dos gastos públicos. Que se tornou ementa constitucional número 95.

Na Unifesp, estudantes em Santos foram surpreendidos com a suspensão de grande parte dos auxílios recebidos pelos universitários de baixa renda. Foi deflagrado greve estudantil através da Assembleia Geral com centenas de estudantes de diversos cursos no dia 26 de abril de 2018. Além do motivo citado, os estudantes temem que os cortes se estendam ao Restaurante Universitário e outros eixos da instituição. Em nota, a Reitoria da Unifesp afirma que desde 2015 os recursos do PNAES vêm sendo contingenciados e em 2017 a situação se agravou devido a demanda e o endividamento da universidade, diante disso, a Unifesp não encontra mais recursos de custeio para suprir a falta de recursos.

 

Na UnB, a principal pauta do movimento é a precarização da instituição, visto que com a crise financeira, a partir de agosto a universidade corre risco de não conseguir se manter mais, segundo a pró-reitoria. Além da demissão de terceirizados, falta de investimento estrutural, há previsão do aumento da tarifa do RU que passaria de R$ 2,50 para R$ 6,50. Foi deflagrado greve estudantil no dia 02 de maio de 2018, depois de um ato com 2 mil pessoas na frente do MEC e uma ocupação de reitoria. Os servidores e terceirizados também estão em greve em apoio aos estudantes e contra a precarização.

 

Na UFSCar, o Conselho de Administração (CoAd) da UFSCar, aprovou ajustes no valor das refeições do RU dos quatro campi, justificando que o objetivo é de garantir a manutenção do serviço de alimentação à comunidade universitária. Os estudantes lutam contra esse reajusteabusivo de que passa de R$ 1,80 para R$ 4,00. Esse aumento fará com que muitos não possam mais permanecer na UFSCar, como vem acontecendo em outras universidades. Um dos prédios está ocupado pela paralisação e a mesma segue com uma programação de atividades que contam com aula pública, oficinas e debates. Já a reitoria apenas informou que está buscando manter ativos os serviços e também procurando manter diálogo com a comunidade, o que diante dessa posição, percebe-se a atitude desrespeitosa para com os estudantes.

 

Na UFMT os estudantes continuam firmes na luta contra o aumento abusivo do Restaurante Universitário de R$ 1,00 para R$ 5,00. Os quatro campi estão em greve geral estudantil, houve audiências públicas nos campi com a presença do reitorado, o que resultou na formação de um comitê para analisar as propostas das audiências de todos os campi e chegar a uma proposta final. Apesar desse encaminhamento, nada assegurou em que prazos irá ocorrer esse processo. Visto essa situação, os estudantes permanecerão em greve até que este processo seja finalizado e o direito de um restaurante universitário acessível seja garantido. A luta é pela permanência das universidades públicas de qualidade e a não a precarização.

 

A FEAB apoia a greve das/dos estudantes por todo o país, somamos àqueles que lutam contra a precarização das universidades públicas, construindo um movimento nacional forte para que tenhamos voz e vez.

Seguimos em luta!

 

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